Data Center no Brasil: Um panorama do mercado após 1 ano de pandemia

Data Center no Brasil: Um panorama do mercado após 1 ano de pandemia

O mercado de data center no Brasil está sofrendo um grande avanço, por conta da pandemia do COVID-19 e da acelerada transformação digital. Além destes, a migração dos usuários dos centros urbanos para as regiões periféricas, a chegada do 5G e IoT(Internet das coisas) são os grandes responsáveis.

Nesse sentido, o avanço da transformação destes meses de pandemia, equivaleram anos de progresso. Como resultado, o mercado de data center no Brasil passa por mudanças pela necessidade de se adaptar ao avanço e as exigências do usuário. Confira as principais mudanças, neste post.

Edge computing já é realidade

Edge computing já é realidade

Primeiramente, a pandemia trouxe uma mudança drástica na rotina de muitas pessoas e empresas por conta do trabalho remoto. Assim, a concentração de tráfego de dados que antes estava muito centralizada, passou a ser dividida com os subúrbios. Os horários de pico também foram alterados, entre outras mudanças que você pode conferir no post O IMPACTO DO CORONAVÍRUS EM DATA CENTERS DO BRASIL E DO MUNDO.

Dessa forma, o processamento de dados precisou migrar também, do centro para as bordas (edge em inglês), para diminuir a latência e a sobrecarga de servidores.

Mudanças no mercado de data center no Brasil.
Mudanças globais em processamento de dados já nos primeiros meses de pandemia. Fonte: Uptime Institute

Em segundo lugar, a chegada do 5G junto da continuamente crescente IoT, também necessita de baixa latência e processamento mais próximo do usuário. O que confirma ainda mais a tendência da edge computing, não apenas no Brasil, mas globalmente.

Colocation é forte tendência no mercado de data center no Brasil

Colocation é forte tendência no mercado de data center no Brasil

Visando acompanhar o avanço da computação de borda (edge computing), as empresas precisam se adaptar para apresentar a melhor experiência ao usuário, estando mais próximo dele – nas bordas.

Nesse sentido, o mercado evolui para um modelo híbrido, onde as organizações terão parte do processamento dos dados em um data center interno e parte espalhados em data centers menores como sugere a computação de borda.

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Contudo, construir pequenos data centers, contratar mão de obra e gerenciar todos pode não ser viável para a maioria. Por isso, o Colocation está ganhando cada vez mais adeptos.

Colocation, é um data center neutro que aloca espaço e gerencia o ambiente para diferentes empresas. Em muitos casos, dependendo do tamanho do projeto e do volume processamento, é uma opção muito mais viável financeiramente, do que realizar múltiplas construções.

“A modalidade pode ser uma estratégia para qualquer empresa, principalmente para as que possuem diversos equipamentos físicos, têm alto Opex de manutenção e grande preocupação com alta disponibilidade e segurança e precisam de opções de conectividade com baixa latência”.

Marcos Siqueira, vice-presidente de operações da Ascenty, provedora de serviços de data centers e conectividade na América Latina em entrevista para a Infra News Telecom

Portanto, o colocation vem ganhando muito espaço nesse mercado que precisa se adaptar à edge computing, tecnologia acelerada pela pandemia, como supracitado.

Moving e retrofit são opções

Ao mesmo tempo que colocation ganha forças para se adaptar ao mercado, as empresas precisam fazer adaptações internas também. Nesse sentido, operações de moving e retrofit já começaram em grande volume na pandemia.

Moving significa (literalmente) mover o data center de lugar. Uma operação complexa, evidentemente, mas necessária para empresas que precisam de um espaço muito maior em que um obra no local não resolveria.

Por outro lado, retrofit nada mais é que a realizar uma obra no local. Com a ressalva de que, uma obra em ambiente de missão crítica nunca é trivial e envolve complexidade dos mais diversos níveis. Independente se a operação sofre pausas ou o retrofit acontece simultaneamente à operação do data center.

“Mexer em um data center é como trocar a turbina do avião em pleno voo”

Fabrício Costa, sócio e diretor técnico da Zeittec em entrevista para a Infra News Telecom

Independente da operação, é fundamental um DCIM que antecipe falhas e promova a crescente automação das operações.

Data center no Brasil e sustentabilidade

Por fim, destacamos a sustentabilidade em Data Centers. O assunto não é necessariamente uma tendência, pois já é um movimento comum no mercado de data center, os avanços tecnológicos movimentam as empresas ainda mais para um lado sustentável. A própria busca pela eficiência energética é uma prova disso.

Atualmente, o conceito “Data Center Verde” ganha cada vez mais forma porque Energia renovável é prioridade para os provedores de serviços de data centers.

Data center no Brasil e sustentabilidade

Os projetos de autogeração de energia, principalmente os de fontes renováveis, estão na lista de prioridades dos principais provedores de serviços de telecomunicações e data centers do país. Além de diminuir o impacto ambiental e as emissões de carbono na atmosfera, a energia limpa reduz os custos operacionais do negócio.

Como resultado, a autogeração ainda se mostra eficiente para enfrentar desafios como a alta dos preços da eletricidade e o risco de escassez de energia.

O assunto interessou? Nos próximos posts aqui no Blog Gestão de Data Center, vamos nos aprofundar em cada uma das tendências apresentadas. Por isso, não deixe de acompanhar nossas redes sociais e se inscreva em nossa newsletter para receber os conteúdos em primeira mão.

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  • Escrito por: Leo Gustavo Mohr
  • Ilustração: Thiago Marçal da Silva
  • Direção: Leonardo Lino Vieira